Massacre no cinema

RETIRADO DO SITE Brasil de Fato

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Somos animais de carne e osso com uma trágica consciência da dor, da maldade, da morte

Braulio Tavares*

Muita gente não tem a menor ideia de como um filme de longa-metragem é feito. Não sabe, e não se interessa em saber. Deve achar que é como filme de aniversário de criança: organiza-se a festa, chama-se o rapaz com a câmera, e no outro dia o filme está pronto pra passar. Não é assim. É um trabalho insano e cansativo, que envolve às vezes anos de preparação, meses e meses de execução, e no final deixa centenas de pessoas esgotadas de tanto esforço. E custa (geralmente) milhões de dólares – sempre com a expectativa de render bem mais.

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SOBRE INTOLERÂNCIA, VIOLÊNCIA E “PSICOPATIA”

RETIRADO DO BLOG do sr. Luis Nassif

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O texto abaixo foi postado, originalmente, por Ricardo B no blog acima citado

NOTA DO GRUPO PERSONNA

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Criminalidade, “Perversão” e “Psicopatia” do Laboratório de Psicopatologia, Psicanálise e Linguagem do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília

SOBRE INTOLERÂNCIA, VIOLÊNCIA E “PSICOPATIA”

As pessoas têm nos procurado, insistentemente, para que nos pronunciemos sobre como os cidadãos que ameaçavam (ou ameaçam) atacar alunos na UnB poderiam ser classificados. Pensamos que, para além das questões jurídicas, legais e morais inerentes ao caso, como profissionais que estudam e pesquisam a área, não temos outra resposta inicial possível, a não ser: eles são seres humanos com ideias destoantes do padrão apregoado como sendo o vigente e aceitável. Dizemos “apregoado”, pois todo ser humano carrega traços de agressividade e de intolerância dentro de si, mas boa parte os nega veementemente. Os suspeitos, que estão na “ordem do dia das fantasias denegatórias dos normais”, os assumiram em grande escala. Porém, o senso comum (e lamentavelmente também muitos cientistas e acadêmicos) insiste em dicotomizar, cartesianamente, a sociedade em normais ou anormais; sãos e doentes; bons e maus. Durante algum tempo lemos os textos postados no sítio “Silvio Koerich” e ouvimos indignações, críticas e denúncias de alunos e funcionários chocados com o teor de tais mensagens. Para nosso espanto, após a prisão dos supostos autores, temos ouvido frases idênticas às dos acusados. Pessoas que foram ameaçadas pelos supostos suspeitos, repetem as ideias dos mesmos: “têm que morrer, apanharem até ficarem aleijados, tomara que sejam estuprados até a morte”. Há diversos blogs, inclusive com a configuração similar ao deles, pregando o extermínio desses suspeitos. Portanto, não há como classificá-los sem considerar que existe profunda semelhança entre o comportamento deles e o da sociedade que os (r)odeia. As pessoas só se permitem exercer essa violência quando encontram um motivo socialmente aceitável, ao contrário deles. Entretanto, defendem a violência contra eles, pois, num raciocínio infantil, “foram eles que começaram”. René Girard em seu livro “Aquele por quem o escândalo vem” diz: para escapar à responsabilidade da violência, pensamos nós, basta renunciar à iniciativa dela. Mas esta iniciativa nunca é tomada por ninguém. Até os seres mais violentos sempre creem reagir a uma violência que vem de outra pessoa”.

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O higienismo como política para a população de rua

RETIRADO DO blog do sr. Luis Nassif
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Da Agencia Brasil

Especialistas dizem que parte da sociedade cobra soluções higienistas para problemas com moradores de rua

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Constituição Federal estabelece que a assistência social deve ser prestada a quem necessite. Ainda assim, segundo servidores públicos do Distrito Federal, a atenção básica e a humanização do atendimento a moradores de rua enfrenta a oposição de muitas pessoas que não reconhecem em quem mora na rua um cidadão, detentor de direitos, entre eles, o de receber a devida atenção do Estado.

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