Sobre o trote na realeza

RETIRADO DO SITE Carta Capital

Por Yvonne Roberts

O filósofo e psicólogo Erich Fromm escreveu nos anos 1950 que se continuassem as tendências predominantes de se colocar a produção econômica antes do envolvimento humano todos acabaríamos ocupando uma sociedade perigosamente desequilibrada, povoada por indivíduos alienados que vivem existências atomizadas, carentes de empatia, rápidos para julgar porque o julgamento pelos outros é sempre previsto, equipados com “o maior poder material mas sem a sabedoria para usá-lo”.

Os radialistas Mel Greig e Michael Christian, autores da pegadinha no hospital onde a princesa estava internada. Foto: AFP Photo

O que poderia deter a marcha para o sofrimento, ele argumentou de modo idealista em A Sociedade Sã, seria compartilhar as experiências, vivendo por meio de “amor, razão e fé”.

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O tabu do suicídio

RETIRADO DO BLOG Filosofia & Poesia

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O tabu do suicídio

Inicio este blog falando sobre o suicídio, que é um tema que é tabu em todas as sociedades. Ainda que em casos específicos, como o dos estóicos, ou no caso do suicídio pela honra da família, como acontece desde os tempos primórdios da cultura japonesa, é um tema que causa espanto e controvérsias.

Os estóicos respeitavam o ato do suicídio. Era até recomendado para quando se pudesse decidir que a vida não tinha mais o porquê de ser vivida. Os estóicos suportavam as adversidades com calma e dignidade, mas também acreditavam que as circunstâncias da vida de um homem podia se degradar a tal ponto (seja devido a uma tragédia pessoal, à ruína e a subseqüente miséria, seja devido a uma doença dolorosa e terminal), que um suicídio indolor se tornava a coisa mais racional a fazer. Se, para Platão, o suicídio é uma injustiça praticada contra si mesmo, para Sêneca, “a vida não vale a pena ser comprada a qualquer preço. O essencial não é viver, mas viver bem”. O próprio Sêneca cometeria suicídio mais tarde. Aristóteles argumenta que ninguém pode ser agente e paciente de uma injustiça, portanto, a injustiça do suicida é para com a própria sociedade. Para Epicuro, o sábio deve ser alegre mesmo nos sofrimentos cruéis, o que para alguns reflete as próprias limitações que acometiam sua saúde. Um discípulo epicurista, Hegésias, certa vez questionou se “se a felicidade do homem consiste na soma de seus prazeres, e estes forem inferiores à soma de males que a vida lhe oferece, como não justificar o suicídio?”.

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Suicídio: uma questão de saúde pública em Blumenau

RETIRADO DO SITE Nova E

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Suicídio: uma questão de saúde pública em Blumenau

por Magali Moser, jornalista do Sinsepes < magali.moser@gmail.com >
Publicado Originalmente no jornal Expressão Universitária. Uma publicação do Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau

De janeiro a agosto deste ano, Blumenau registrou quase 90 tentativas de suicídio e 11 casos confirmados. As estatísticas alertam para a gravidade do problema

Um mundo em preto e branco se descortina. A comida deixa de ter sabor. Perde-se a noção se é dia ou noite. O desespero beira o insuportável. O mundo de Antônio* ficou sombrio quando ele se descobriu dependente químico. Aos 25 anos, enfrentou uma crise depressiva após o uso de cocaína e álcool e desistiu da vida. Tentou se enforcar com uma corda, dentro de casa, após ingerir veneno. A mulher dele chegou a tempo e evitou o ato.

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