Artigo: A não subjetividade contemporânea pt 1

A não subjetividade contemporânea
Uriel Nascimento – UniRio

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Parece-me existir a ideia de que, num dado momento, o limite, a borra mesmo que separa uma subjetividade existente de uma que não existe pareceu se quebrar, fragmentar-se.  Por subjetividade existente e inexistente entendo aqui o movimento que leva o sujeito mesmo a existir no sentido de suporte do qual tudo pode derivar. Se pensarmos, por exemplo, em Descartes no Discurso, o núcleo irredutível da autorreferência (Eu) alcançado pela dúvida só pode sê-lo porque é limitado. Existe um limite máximo que é a dúvida, sendo qualquer tentativa de duvidar da dúvida taxada com absurda porque duvidar apenas confirma que se duvida de algo.

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