Sobre o trote na realeza

RETIRADO DO SITE Carta Capital

Por Yvonne Roberts

O filósofo e psicólogo Erich Fromm escreveu nos anos 1950 que se continuassem as tendências predominantes de se colocar a produção econômica antes do envolvimento humano todos acabaríamos ocupando uma sociedade perigosamente desequilibrada, povoada por indivíduos alienados que vivem existências atomizadas, carentes de empatia, rápidos para julgar porque o julgamento pelos outros é sempre previsto, equipados com “o maior poder material mas sem a sabedoria para usá-lo”.

Os radialistas Mel Greig e Michael Christian, autores da pegadinha no hospital onde a princesa estava internada. Foto: AFP Photo

O que poderia deter a marcha para o sofrimento, ele argumentou de modo idealista em A Sociedade Sã, seria compartilhar as experiências, vivendo por meio de “amor, razão e fé”.

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Humanidade já está vivendo de “crédito ecológico”

RETIRADO DO site Carta Maior

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Humanidade já está vivendo de “crédito ecológico”

A humanidade está vivendo de crédito ecológico desde o dia 22 de agosto. Neste dia, alcançamos o que a ONG Global Footprint Network chama de “Global Overshoot Day”, o “Dia do Excesso Global”. Isso significa que, nos primeiros oito meses do ano, os seres humanos esgotaram a totalidade dos recursos que a Terra é capaz de produzir ao longo do ano. Desde a década de 70, os seres humanos estão vivendo muito acima de seus meios. para manter o nível de vida atual seria preciso um meio planeta suplementar. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Genebra.

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Massacre no cinema

RETIRADO DO SITE Brasil de Fato

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Somos animais de carne e osso com uma trágica consciência da dor, da maldade, da morte

Braulio Tavares*

Muita gente não tem a menor ideia de como um filme de longa-metragem é feito. Não sabe, e não se interessa em saber. Deve achar que é como filme de aniversário de criança: organiza-se a festa, chama-se o rapaz com a câmera, e no outro dia o filme está pronto pra passar. Não é assim. É um trabalho insano e cansativo, que envolve às vezes anos de preparação, meses e meses de execução, e no final deixa centenas de pessoas esgotadas de tanto esforço. E custa (geralmente) milhões de dólares – sempre com a expectativa de render bem mais.

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O que substituirá as Polícias Militares?

RETIRADO DO SITE da Carta Capital

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O que substituirá as Polícias Militares?

por Danillo Ferreira*

Não é vocação das polícias brasileiras serem cidadãs, democráticas, comunitárias e humanas: com seu público interno ou com seu público externo, sujeito dos seus serviços. Basta ler a Constituição Federal para se dar conta de que os policiais militares, por exemplo, não podem se sindicalizar, sendo legalmente tratados como semicidadãos, embora sejam cobrados como vetores de cidadania. O Código Penal Militar (1969), a que todos os PMs e BMs brasileiros estão submetidos, foi decretado por ministros militares “usando das atribuições” conferidas pelo famigerado Ato Institucional nº 5, o AI-5.

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DESEMBARGADOR FILHO DE MARCENEIRO

RETIRADO DO BLOG do sr. Luis Nassif

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DESEMBARGADOR FILHO DE MARCENEIRO
Ou “Como ser fiel à sua origem”

Leiam este acórdão! Que bela decisão.

Trata-se de um caso em que um garoto pede ao Judiciário indenização (no valor de um salário mínimo mensal) a ser paga por um motoqueiro que atropelou e matou seu pai. Por não ter recursos, o menino pediu ao juiz de primeira instância que lhe concedesse o que chamamos de Justiça Gratuita, ou seja, não seja obrigado a pagar as custas inicias para começar o processo de indenização (valor ridiculamente pequeno nesse caso, mas mesmo assim alto demais para o garoto e sua mãe poderem pagar). Vendo que o menino estava sendo representado por um advogado particular, o Juiz pressupôs que o garoto não se encontrava em situação de pobreza que justificasse o benefício da Justiça Gratuita. Assim, o processo não poderia seguir sem que houvesse o pagamento de custas. Não se acomodando, o advogado recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo. E, por coincidência, o caso foi sorteado para ser relatado pelas mãos de um Desembargador que tinha, em sua história de vida, uma passagem pelo mesmo caminho do garoto.
Deem uma lida rápida no rodapé, na parte destacada em negrito.

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O florescente mercado das “desordens psicológicas”

RETIRADO DO SITE Le Monde Diplomatique

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ESTADOS UNIDOS
O florescente mercado das “desordens psicológicas”

Surgido há 50 anos, o uso de antipsicóticos, a despeito de seus pobres resultados, tornou-se maciço na medicina psiquiátrica norte-americana. Na população geral, 1.100 pessoas (850 adultos e 250 crianças) se unem todos os dias à lista dos destinatários da ajuda financeira federal por motivo de problema mental severo

por Olivier Appaix

Criada em 2008, em Denver (Colorado), a empresa de exames médicos de imagem CereScan pretende diagnosticar os problemas mentais por meio de imagens do cérebro. Um documentário exibido no canal Public Broadcasting Service (PBS)1 mostra seu funcionamento. Sentado entre os pais, um menino de 11 anos espera, silencioso, o resultado da IRM2 de seu cérebro. A assistente social pergunta se ele está nervoso. Não, ele responde. Ela mostra então as imagens à família: “Vocês estão vendo? Aqui está vermelho, e aqui, alaranjado. Mas deveria estar verde e azul”. Tal cor sinaliza depressão; outra, os problemas bipolares ou as formas patológicas da angústia.

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Intelectuais têm pavor de revolução

RETIRADO DO SITE Brasil de Fato

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“Intelectuais têm pavor de revolução”

Para Iná Camargo, quando um mero intelectual diz que o projeto socialista está fora de pauta, ele está simplesmente expressando seu mais profundo desejo que nunca entre mesmo na pauta

11/04/2012 

Jade Percassi

de São Paulo (SP)  

Iná Camargo – Foto: Cia do Latão

A professora Iná Camargo Costa, nesta entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, fala sobre arte e política em tempos de crise. Para ela, a arte convencional, uma das melhores expressões do fetichismo da mercadoria, em todas as suas modalidades, inclusive as chamadas vanguardas, é politicamente comprometida com os valores dominantes. A professora, que acompanhou de perto a luta dos grupos teatrais, principalmente de São Paulo, por políticas públicas para a cultura, afirma que não acha que o caminho da disputa pelos recursos públicos seja revolucionário. Para ela, o preço que os trabalhadores da cultura pagam pela opção reformista é a reprodução interna, tanto subjetiva quanto no plano da organização do trabalho, do que a vida no capitalismo tem de pior. Para Iná, na prática os artistas reproduzem todas as relações necessárias à manutenção do modo de produção capitalista e, reivindicando parte dos recursos públicos para a produção das suas obras e garantia da sobrevivência, demonstram estar completamente integrados ao sistema. “Todos pagam o preço da invisibilidade, inclusive política, a que estão condenados os que não se colocam como estratégia o confronto revolucionário com o monopólio dos meios de produção cultural”, afirma.

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