A ESQUERDA E O MOVIMENTO DAS PASSAGENS

Texto retirado do blog lauroroch

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“Não se trata de saber qual objetivo este ou aquele proletário, ou mesmo o proletariado todo, imagina momentaneamente. Trata-se de saber o que ele é e o que, em conformidade com esse ser, ele será coagido históricamente a fazer. Seu objetivo e sua ação histórica estão trançados, de maneira tangível e irrevogável, na sua própria situação, bem como em toda organização da sociedade civil atual”.
Karl Marx

“A humanidade só tem que felicitar-se, quando um pensamento de revolta passa pelo cérebro dos oprimidos”
Raul Pompéia

EM UMA SEMANA, UM SÉCULO DE ATRASO

No 18 de Brumário de Bonaparte, Marx comenta a passagem de Hegel que diz que todos os grandes fatos e todos os grandes personagens da história mundial são encenados duas vezes, porém o Mouro preenche a lacuna ao afirmar que a primeira vez vem como tragédia, a segunda como farsa. E se a tradição de todas as gerações passadas é mesmo “como um pesadelo que comprime o cérebro dos vivos”, é aí que “justamente quando parecem estar empenhados em transformar a si mesmo e as coisas, em criar algo nunca antes visto, exatamente nessas épocas de crise revolucionária, eles conjuram temerosamente a ajuda dos espíritos do passado”1.

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ARTIGO – Pequenas contribuições…

Pequenas contribuições a um pensamento sobre o movimento passe livre
(Uriel Souza)

FRIAR LAWRENCE
Oh, then I see that madmen have no ears.

ROMEO
How should they, when that wise men have no eyes?
(Shakespeare, Romeo and Juliet, Act 3 Scene 3)

A primeira pergunta que muitos fazem é: é realmente por conta de 20 centavos? Há algo mais? Essa pergunta já nos leva a um engano inicial porque a resposta quase pressuposta é: “claro que não, 20 centavos é pouco, tem que ter algo mais”. Penso que é exatamente pelos 20 centavos que há protestos, mas 20 centavos, ao contrário do que se pensa, não é pouco. Pensemos bem que 20 centavos a mais na passagem proporcionam um ganho em rede enorme e, além disso, o valor real é de 0,40 centavos para aqueles que dependem cotidianamente do transporte, vez que vão e voltam. Além disso, essa forma de enunciação (20 centavos a mais nas passagens, nada de debate/discussão vez que é pouco para se discutir), indica a forma que vem sendo feita a política no Brasil: aos poucos,, em migalhas, privando os cidadãos das discussões acerca dos seus direitos, para que ninguém perceba quando efetivamente o preço estiver insustentável. Isso coloca o sujeito numa posição na qual se é o errado por protestar por tão pouco, quando, na verdade, a quantidade de coisas erradas é maior do que a coisa deixa aparecer. É como uma situação comum na clínica psicanalítica: ambos, analisando e analista, sabem que há mais ali do que o que está sendo dito e, num movimento desesperado, o analisando denega o que disse. Digamos que seja, por exemplo, o fato de a mulher do sonho ser sua a mãe. Essa própria denegação é a confirmação que o analista precisava de que a mulher é, em verdade sua mãe. A própria exclusão operada no âmbito dos enunciados (“vinte centavos é poucos”) deixa claro, portanto, que 0,20 centavos não lá é tão pouco assim.

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P.L. quer regulamentar atividade dos profissionais do sexo

RETIRADO DO SITE Estado de Minas

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Segundo o projeto, os profissionais poderão atuar de forma autônoma ou em cooperativa e terão direito a aposentadoria especial com 25 anos de serviço

Estado de Minas

Publicação: 23/10/2012 09:13 Atualização: 23/10/2012 10:01

 (Beto Novaes/Estado de Minas )

A atividade dos profissionais do sexo pode ser regulamentada no Brasil. A proposta é do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que defende que essas pessoas tenham acesso à saúde, ao direito do trabalho, à segurança pública e à dignidade humana. O Projeto de Lei será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.

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