A falibilidade da ciência, por Umberto Eco

RETIRADO DO blog do sr. Luis Nassif

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A falibilidade da ciência, por Umberto Eco

Enviado por luisnassif, dom, 22/01/2012 – 09:00

Por maria utt

Nassif, já que o debate sobre a ciência está em voga aqui no blog, eis minha contribuição, um ótimo artigo do Umberto Eco:

A falibilidade da ciência

Umberto Eco

http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/umberto-eco/2010/06/20/a-falibilidade-da-ciencia.htm

Um artigo recente no jornal italiano “Corriere della Sera” discutia a natureza da investigação científica. O escritor Angelo Panebianco argumentou que a ciência é por definição antidogmática porque ela atua por tentativa e erro e está baseada no princípio da falibilidade, que sustenta que o conhecimento humano nunca é absoluto e está num fluxo constante. A ciência só se torna dogmática, diz Panebianco, no contexto de certas simplificações jornalísticas que transformam o que era meramente uma hipótese prudente em “verdades” estabelecidas.

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As peculiaridades da Cosmologia

RETIRADO DO blog do sr. Luis Nassif

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As peculiaridades da Cosmologia

Enviado por luisnassif, dom, 05/02/2012 – 10:26

Por Assis Ribeiro

Do Le Monde Diplomatique

Três hipóteses para um Big Bang

Na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, em Genebra, os pesquisadores procuram a famosa “partícula de Deus”. O bóson de Higgs poderia permitir explicar as propriedades do Universo. A busca pelo infinitamente pequeno transformaria então a física para nos esclarecer o nascimento do cosmos

por Aurélien Bernier

Ciência do Universo em seu conjunto, que tenta descrever o cosmos desde seu instante inicial até seu eventual momento final, a cosmologia é uma disciplina peculiar. Evidentemente, a experiência “criação do Universo” não é reprodutível, o que torna impraticável o usual procedimento de inferência e verificação pela observação reiterada de processos similares. Além disso, o observador faz parte do sistema que pretende descrever, o que é incompatível com o distanciamento necessário para uma observação neutra e objetiva. Finalmente, as “condições iniciais” – isto é, o estado do sistema a partir do qual a evolução é calculada – são um grande mistério, já que não existe, por definição, nem anterioridade nem exterioridade ao “sistema universo”. Tudo isso sem contar que as energias em jogo nos primeiros instantes da história cósmica vão muito além do que já foi testado na Terra e que, ao contrário da abordagem habitual, o dado conhecido é o estado “final” do objeto de estudo. Porém, a despeito de tais dificuldades (e em parte graças a elas), a cosmologia tornou-se uma ciência, e até uma ciência de precisão. O modelo padrão do Big Bang – um universo em expansão há quase 14 bilhões de anos – é hoje convincente, pois está amparado em elementos sólidos.

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