“Na América Latina, monopólios midiáticos substituem partidos de direita”

RETIRADO DO SITE Brasil de Fato

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Em entrevista, o cientista político argentino afirma que, em praticamente todos os países da região, os conglomerados midiáticos converteram-se em “operadores políticos” – 25/10/2012

 Fernando Arellano Ortíz, do Cronicon.net – Tradução: Adital

O cientista político argentino Atilio A. Boron Foto: Ramiro Furquim/Sul21

“Não há erro: os meios de comunicação simplesmente são grandes conglomerados empresariais que têm interesses econômicos e políticos. Na América Latina, os monopólios midiáticos têm um poder fenomenal que vêm cumprindo na função de substituir os partidos políticos de direita que caíram em descrédito e que não têm capacidade de chamar a atenção nem a vontade dos setores conservadores da sociedade”. Assim o politólogo e cientista social argentino Atilio Boron caracteriza a denominada canalha midiática.

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Bradesco escapa de pagar indenização trilionária

RETIRADO DO blog do sr. Luis Nassif

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Enviado por luisnassif, qua, 05/09/2012 – 10:01

Por Jorge Nogueira Rebolla

Da Exame
Bradesco escapa de pagar indenização trilionária

Extravio de 4.500 reais de conta de correntista, há 18 anos, foi corrigido pelos juros do cheque especial, mas Justiça anulou a decisão

São Paulo – O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou ontem uma decisão que condenava o Bradesco a pagar indenização de 1,4 trilhão de reais a um correntista que teve 4.505,30 reais desviados da sua conta em 1994. Procurado por EXAME.com, o banco afirmou que não comenta assuntos que estão correndo na Justiça

Na época, Walter Vital Bandeira de Mello entrou com uma ação pedindo reparação de danos. A retirada do dinheiro teria acontecido depois de o aposentado ter sido abordado por um rapaz oferecendo ajuda, dentro da sua agência bancária. A Justiça determinou a devolução da quantia com correção monetária e juros no mesmo percentual que seria cobrado caso o cliente ficasse com a conta no vermelho e caísse no cheque especial. O Bradesco recorreu, mas a decisão foi mantida.

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Entrevista com Peter Singer

RETIRADO DO SITE da revista Época

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Ele é a favor do aborto e condena que se mate animais para comer. O filósofo Peter Singer, professor de bioética na Universidade de Princeton, vegetariano há 35 anos, um dos mais polêmicos pensadores da área. Mas diz que sua filosofia é muito simples: “Evitar o sofrimento ao máximo, para seres humanos e animais”.

Época: Não comer carne sempre foi uma questão ética para o senhor?
Peter Singer:
Eu me tornei vegetariano faz 35 anos. Naquela época, esse tema era totalmente ignorado pelos filósofos. Toda a questão moral em torno do tratamento de animais não existia para a filosofia. Mas, para mim, essa já era uma questão ética .

Época: Qual é exatamente a sua posição?
Peter Singer:
Não acho que seja justificável submeter animais a sofrimento só porque gostamos do sabor da carne ou porque estamos acostumados. Mas, infelizmente, é isso que a gente faz quando compra um animal para comer. Gostaria de esclarecer que isso só se aplica a pessoas que têm o suficiente para uma dieta saudável composta só de vegetais. Nunca disse que populações em condições de pobreza, que precisam comer o que puderem para se nutrir, deveriam ser vegetarianas. Quem tem outras opções, no entanto, se continuar a consumir carne, especialmente carne produzida segundo os métodos modernos de criação de gado, será responsável por submeter os animais a um grande sofrimento.

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Um pouco mais sobre cotas raciais

RETIRADO DO BLOG DO sr. Luis Nassif

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Publicado por José Roberto Ferreira Militao em 24 agosto 2012

artigo publicado em 25/04/2012, ´Estadão´, antes do julgamento do STF que admitiu a possibilidade constitucional de direitos raciais segregados

O desafio enfrentado pelo Supremo Tribunal Federal é mais filosófico do que jurídico: se a segregação de direitos raciais pelo Estado viola o significado da igualdade humana e se isso está conforme o espírito e a letra da Constituição. Com o devido respeito a quem pensa diferente, essa segregação de direitos, apelidada de cotas raciais, encontra-se vedada pela consciência nacional, anunciada na cabeça do art.5º e expresso na letra do art. 19 da Carta: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios: III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.  São cláusulas imperativas, que asseguram a igualdade de direitos, base fundamental da dignidade humana.

Os defensores da segregação de direitos raciais desprezam a igualdade humana trazida pelo iluminismo – Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, deferida por Immanuel Kant – e sustentam a tese da desigualdade natural de Aristóteles: Se  os homens não são iguais, não devem receber coisas iguais.

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O direito de existir dos demais seres vivos

RETIRADO DO BLOG do sr. Luis Nassif

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É preciso reconhecer direitos dos seres vivos

Cientistas ampliam o foco da crise ambiental, tirando do centro mudanças climáticas. Estoque de biodiversidade no mundo sofreu perdas irreparáveis pela ação predatória do Homo sapiens

Por Lilian Milena, do Brasilianas.org

O Centro de Resiliência de Estocolmo (Stockholm Resilience Centre), formado por 28 cientistas, dividiu a crise ambiental em dez problemas a serem solucionados – um deles, apenas, se trata do aquecimento global. O objetivo foi ampliar o debate, tirando do foco as mudanças climáticas, consideradas por muitos fora do alcance e das responsabilidades humanas.

O grupo também desenvolveu o conceito de “espaço seguro de manobra”, ou espaço seguro de ação, para que a humanidade solucione as crises ambientais divididas em dez grandes tópicos, sendo que em três deles já teríamos rompido o espaço de manobra, ou seja, não há mais como reverter os processos de perda. São eles o estoque de biodiversidade e o ciclo de nitrogênio (sua aceleração em rios tem resultado na eutrofização, ou morte de plantas e animais). O processo de mudanças climáticas, defendido pelo grupo como de responsabilidade humana, está próximo de perder qualquer possibilidade de reversão.

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Médicos poderão ser proibidos de receber benefícios da indústria da saúde

RETIRADO DA página do Senado Brasileiro

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Médicos e sociedades médicas poderão ficar proibidos de receber benefícios da indústria e comércio de produtos para a saúde. É o que propõe projeto de lei apresentado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE).

A intenção da senadora com o projeto de lei do senado (PLS 225/2012) é preservar a autonomia profissional do médico ao prescrever ou indicar medicamentos ou tratamentos. Para isso, a proposta modifica a lei dos Conselhos de Medicina (Lei 3.268/1957) para exigir que o Código de Ética Médica ou Código de Deontologia Médica contenham dispositivos que impeçam os profissionais de receberem quaisquer tipos de pagamentos, incentivos ou benefícios dos setores da indústria e comércio de produtos para a saúde.

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Alguns pontos de aproximação entre a ética aristotélica e a kantiana

RETIRADO DA REVISTA Trans/Form/Ação, via SciELO

Alguns pontos de aproximação entre a ética aristotélica e a kantiana (PDF)

Reinaldo Sampaio Pereira

Professor de História da Filosofia Antiga da UNESP de Marília. Endereço eletrônico: reinaldo@marilia.unesp.br

RESUMO

Nosso propósito, neste artigo, é aproximar dois modelos éticos distintos, o kantiano e o aristotélico, com o intuito de detectar alguns pontos comuns onde talvez possamos encontrar certo diálogo entre ambos os modelos éticos.

Palavras-chave: Ética. Aristóteles. Kant.

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